Foto: Léo Borges



Pelo jogo de volta da semifinal da Série B1, Maricá e Sampaio Corrêa se enfrentaram na tarde da última quarta (09), às 15h, no Alzirão. Foi um jogo que teve de tudo: muita luta das duas equipes, muita superação e momentos de muita confusão nos minutos finais.

O Maricá entrou em campo com a vantagem do empate por ter sido campeão do segundo turno, porém sofreu com os desfalques decorrentes do surto de Covid-19, que deixou vários jogadores fora da partida e também seu técnico, Marcos Alexandre. No banco, o Tsunami contava com apenas 5 jogadores.

A partida começou logo com o Sampaio Corrêa indo para o ataque logo no primeiro minuto. Alexandro recebeu na área, e chutou para o gol. O goleiro Júlio, com segurança, agarrou a bola. O Sampaio tinha mais posse e permanecia mais tempo no campo de ataque nos primeiros 15 minutos de jogo, até que o Maricá começou a se organizar melhor em campo e equilibrou a disputa.

Aos 16 minutos, as duas equipes ficaram com um a menos: após uma falta, Alex do Maricá e Jeffinho do Sampaio Corrêa se desentenderam e o árbitro expulsou os dois.

O Galinho, depois das expulsões, voltou a ter um desempenho melhor na partida e teve uma falta a seu favor. Patric cobrou, lançando a bola na área. Alexandro desvia a bola para o gol, mas o goleiro Júlio salvou, aos 24 minutos. Porém o lance foi invalidado porque foi marcado impedimento. 

Na sequência, mais uma falta para o Sampaio, com 27 minutos jogados: Bersan cruzou na área, Roberto Júnior subiu de cabeça e a bola passou rente à trave esquerda do gol do Maricá.

Dois minutos depois, uma boa triangulação do time de Saquarema: Emerson Carioca abriu na direita para Léo Fernandes, que cruzou rasteiro na área. Carlinhos desvia para escanteio. Após a cobrança, a defesa maricaense afasta e Patric pega de primeira, mas mandou para fora.

No final do primeiro tempo, o Maricá tentou reagir na partida. Magno bateu uma falta de longe, aos 39. Zé Carlos, sem dificuldades, agarrou a bola. Aos 43, um lance de muita categoria de Lelê: Magno avançou pela direita, cruzou para a área e o atacante do Maricá girou de primeira, num voleio, só que deu azar, porque a bola saiu por cima do travessão.

Assim terminou o primeiro tempo, com o Sampaio Corrêa tendo superioridade na partida e criando mais chances de gol. O Maricá sentiu mais a expulsão de Alex, porque depois da saída dele, não conseguia mais se organizar taticamente no meio, como no início e dava espaços ao adversário. As alternativas eram as jogadas de bola parada e contra-ataques. Já o Sampaio, soube se adaptar à perda de um jogador e conseguiu controlar ter um maior domínio. Porém perdera chances de gol que poderia ter colocado o clube já em vantagem.

O segundo tempo começou e no lado do Maricá, Sidney entrou no lugar de Drevison, para preencher o meio de campo. Inicialmente, parece que a mudança surtiu efeito, porque a primeira chance da segunda metade do confronto foi do Maricá. Lelê disparou pela esquerda, fez a finta no zagueiro, mas chutou por cima.

Aos 10, o Galo respondeu. Emerson Carioca bateu uma falta perigosa e Júlio fez uma defesa sensacional, salvando uma bola que ia entrar quase no ângulo.

O Maricá encontrou um caminho pela esquerda e tentou novamente com Lelê, dois minutos depois. Ele fez um lançamento longo para a área, mas o goleiro Zé Carlos se adiantou e segurou a bola antes de ela chegar nos pés do atacante.

Com 16 minutos da segunda etapa, enfim saiu o primeiro gol do jogo. Escanteio cobrado pelo time do Sampaio Corrêa. O zagueiro Espinho resvala na bola e ela sobra para seu companheiro de zaga, Roberto Júnior fuzilar para o gol. 1 a 0 para o Sampaio.

Inicialmente, o Maricá sentiu o gol. Contudo, em uma partida em que estava tendo dificuldades de se impor, precisava correr atrás, pelo menos da vantagem do empate. Aos 24, a equipe da casa reagiu e foi recompensada com o gol de empate. Depois de um lançamento para a área, a bola desviou na defesa do Galinho, sobrou nos pés de Sidney que deu o passe para Áthyla, à sua esquerda. O zagueirão recebeu e chutou a pelota para o gol, que ainda desviou em um marcador adversário antes de entrar. 

O empate deixou o técnico Luciano Quadros preocupado. Aos 38, ele, que havia feito duas substituições (Wendson no lugar de Léo Fernandes e Damião Reis no lugar de Bersan), gastou as últimas três de uma vez só: Entraram em campo Fumaça, Neto e Maranhão, que tinham a missão de buscar um gol de qualquer jeito, porque só a vitória interessava ao Sampaio para a conquista do acesso.

Aos 46, Wendson perdeu uma chance na cara do gol. Recebeu a bola de um cruzamento e chutou para fora. 

A pressão Aurianil continuava e aos 48 minutos, Araruama foi derrubado na entrada por Paulo Henrique. O meia maricaense já tinha um cartão amarelo, recebeu o segundo e foi expulso. Quem foi para a cobrança foi Emerson Carioca, que já havia batido uma falta com o endereço certo, mais ou menos na mesma posição, num lance em que só não foi gol porque o goleiro Júlio salvou. Porém dessa vez Emerson bateu e viu a bola desviando no travessão antes de entrar. Foi o gol da vitória do Sampaio e na comemoração, Emerson Carioca se empolgou: tirou a camisa, correu em direção à beira do campo, onde estava a comissão técnica e a diretoria do Maricá e baixou o calção, ficando totalmente pelado. A afronta do atacante provocou a ira de toda a equipe maricaense e uma confusão generalizada se instalou no estádio. Emerson Carioca foi expulso no lado do Sampaio e Sidney também recebeu cartão vermelho no lado do Maricá

A semifinal ficou paralisada por bastante tempo e a bola só voltou a rolar aos 63 minutos. O árbitro deu mais 3 de acréscimo. O Maricá foi para o tudo ou nada, colocou o atacante Zuca no lugar do meia Wálber e até o goleiro Júlio foi para o ataque para tentar um gol de empate. Aos 65, a bola foi cruzada na área, Lekinho, que também entrou no segundo tempo, tocou para Júlio que finalizou em cima da marcação. No último minuto, falta para o Maricá. Teve mais um chuveirinho na área: Lekinho desviou para o gol e por muito pouco a bola não entra. Passou rente à trave esquerda.

Depois desse lance o juiz apitou encerrando a partida. O Sampaio Corrêa conquista pela primeira vez o acesso à elite do Campeonato Carioca e jogará a Seletiva em janeiro. O Aurianil de Saquarema jogará a final da B1 em casa, contra o Nova Iguaçu no próximo sábado (12).

O Maricá só volta a jogar no meio do ano que vem, na Série A2 junto com Duque de Caxias, Gonçalense, Goytacaz, Artsul, Angra dos Reis, os cinco últimos da seletiva (e o Sampaio pode ser um destes times) e o último colocado da fase principal do Carioca 2021.

Texto de Pedro Sodré

Matéria publicada em 10/12/2020, às 11:09

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