Foto: Geraldo Gonçalves/PMVR

Você já viu aqui no Cariocado que o Estádio Raulino de Oliveira (Volta Redonda-RJ) está abandonado desde o ano passado, quando sediou um hospital de campanha usado para o combate a pandemia da Covid-19. A situação do local ainda é crítica, mas o estádio começou a receber alguns reparos emergenciais nos últimos dias. Sua utilização para os jogos do Voltaço a curto (no Campeonato Carioca) e a longo (na Copa do Brasil e na Série C), porém, é incerta, já que o Raulino está sucateado e precisará de uma grande reforma —  que não deve ser simples e nem barata.


A nova gestão municipal fez uma vistoria no local na sexta (8) e encontrou um cenário catastrófico: a grama está inutilizável; as arquibancadas, sujas e com água acumulada, precisarão ser pintadas; o túnel de acesso ao campo está alagado e sem condições de uso; há mofo e infiltrações pelas instalações do local, além da grande presença de pombos, que fizeram ninhos em pontos altos do estádio, hoje repletos de fezes. A Prefeitura prometeu que, a partir da visita, iria elaborar um relatório que definisse as ações a serem adotadas a curto, médio e longo prazo. Mas, mesmo antes da definição do planejamento, funcionários começaram a limpar o espaço e fazer reparos emergenciais, em um primeiro passo para uma futura reforma.


‘’A primeira coisa que precisa ser feita é levantar o custo emergencial. No momento, o que podemos fazer é limpar, porque estava imundo. Então estamos limpando, lavando e fazendo esse levantamento. Eu já sei que o campo, por exemplo, precisa de reposição de uma caixa de grama de 2 mil m², tem uma parte da grama que é só praga’’, disse Rose Vilela (Secretária de Esportes da gestão de Antônio Francisco Neto, que assumiu em 01/01) ao GE.  

Essa reforma, porém, não deve sair barata. A Prefeitura estima que apenas a sua primeira etapa custe em torno de 1 milhão de reais. O Raulino de Oliveira faz parte de um complexo esportivo e que também é voltado para a saúde de Volta Redonda: lá estão a Policlínica da Cidadania, o Centro de Imagem, a Fábrica de Óculos, a Academia da Melhor Idade e a Academia da Vida. 


"A situação é muito ruim. É de cortar o coração, mesmo. Quem viu o Raulino antes e vê o que fizeram com ele nem acredita. Parece que o estádio ficou fechado quatro anos e estamos abrindo agora. Aqui já foi um polo de saúde referência para todo o Brasil, visitado e elogiado por ministros da Saúde", disse Milton Alves de Faria (que vai administrar a Policlínica da Cidadania) ao site da Prefeitura de Volta Redonda. 

Samuel Silva, prefeito da cidade durante a instalação do hospital de campanha e o início do abandono do complexo, disse ao GE que priorizou ‘manter os serviços públicos funcionando e ampliando leitos de atendimento e salvar vidas, já que o estádio não poderia receber público em jogos de futebol’. O ex-alcaide ainda disse que uma reforma no local, visando o início das competições esportivas neste ano, estava prevista. 


O objetivo da Prefeitura é que o complexo volte a ser usado ‘de forma digna’ pela população o mais rápido possível, mas não há a garantia de que o Volta Redonda poderá usar seu estádio na estreia do time no Campeonato Carioca, prevista para o final de fevereiro. O Voltaço, que enfrentará o Madureira em seu primeiro jogo no Cariocão 2021, já começou sua pré-temporada.

Texto de Lucas Ricardo.

Matéria publicada às 02:43 de 17/01/2021.

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