Foto: Mailson Santana/Fluminense FC

Após a decisão da 9ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro favorável ao meia Miguel para rescisão de contrato em função do não recolhimento de FGTS e pelo clube alegar "abandono de emprego". Em nota oficial, o Fluminense rebate a versão do meia sobre os atrasos e mostra estranhamento pela decisão da juíza Daniela Valle da Rocha Muller. O Flu garante que vai recorrer no caso do jogador de 18 anos, que agora fica livre no mercado. 

Na decisão, a juíza afirmou que as últimas contratações da instituição contradizem o argumento de crise financeira como justificativa do atraso da remuneração e depósito de FGTS. O Fluminense reforça ter uma gestão austera e uma das menores folhas salariais dentre os times da Série A do Campeonato Brasileiro. 

O tribunal determinou ainda que, em um prazo de até oito dias, o jogador receba saldo de salário de sete dias referente a maio, aviso prévio de 33 dias, férias proporcionais acrescidas de um terço, 13° salário proporcional de 2021, multa de 40% do total atualizado do FGTS, além dos salários até a data final do contrato, em junho de 2022. 

Miguel passou a integrar o elenco principal ainda aos 16 anos, em 2019, antes mesmo de assinar seu primeiro contrato profissional. De lá para cá, atuou em poucos jogos, o que provocou a insatisfação de seu pai e empresário, José Roberto Lopes.

Fonte: Lance

Texto de Luisa Sá

Matéria publicada em 12/08/2021 às 15:30

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