Foto: Lucas Merçon - Fluminense F.C

Imagine começar a campanha da Libertadores enfrentando logo aquele que é considerado por muitos o principal e mais forte time do continente dos últimos seis anos, tendo conquistado 11 títulos nesse período. Essa será a dura missão do Fluminense já na sua estreia pela competição, no dia 22, às 19h, no Maracanã.  

Para o confronto contra o River, Roger Machado conta com um time recheado de jovens, mas com algumas peças experientes que podem desequilibrar para o Tricolor carioca. O Fluminense enfrentará a temida equipe de Marcelo Gallardo pela primeira na história da Libertadores, mas os times já se enfrentaram em outras ocasiões, como em amistosos e torneios de menor relevância entre as décadas de 60 e 80. Nesses jogos, o saldo é equilibrado: uma vitória para cada lado e dois empates. 

Outro adversário já confirmado é o Independiente Santa Fé, da Colômbia. Apesar de não ter muita tradição na Libertadores, o clube vem fazendo boas campanhas no Campeonato Colombiano nos últimos anos, além de ter conquistado uma Copa Sul-Americana em 2015. Fator preocupante também nesse confronto será a altitude do Estádio El Campín, localizado na cidade de Bogotá, a cerca de 2.600 metros acima do nível do mar. Fluminense e Santa Fé também nunca se enfrentaram pelo torneio, apenas em jogos amistosos na década de 60, e com vantagem tricolor: duas vitórias e uma derrota em três jogos. 

O time que fechará o grupo do Fluminense ainda não está definido. Essa última vaga será definida na próxima quinta-feira (15), entre Junior Barranquilla, da Colômbia, e Bolívar, da Bolívia. De todos, o Junior é o único time que jamais enfrentou o Tricolor das Laranjeiras na história, em qualquer competição. Independente de quem será o adversário, os cariocas sabem que não terão vida fácil.  

De um lado, o Junior Barranquilla é um time em crescimento no cenário sul-americano e vem conquistando títulos nacionais importantes recentemente. Também possui no elenco jogadores experientes em Libertadores, como Miguel Borja e Teófilo Gutiérrez. Certamente é uma equipe mais qualificada que o Bolívar, e pode ser o segundo adversário mais difícil do grupo, atrás apenas do River Plate. Pensando pelo lado positivo, a equipe colombiana joga no Estádio Metropolitano, onde não há altitude. 

Já o Bolívar, assusta logo pelas condições de jogo que o Fluminense terá de enfrentar, caso este seja o adversário. O time boliviano joga no Estádio Hernando Siles, em La Paz, que fica a 3.640 metros acima do nível do mar. É a segunda maior altitude nessa Libertadores, atrás apenas do time Always Ready, que joga a 4.090 metros. Apesar da altitude, que sempre é um grande obstáculo, o time boliviano não tem grande expressão no cenário sul-americano, com desempenhos recentes medianos nos torneios nacionais e sem títulos continentais. Além disso, perde em qualidade técnica para o Tricolor carioca.  

De qualquer forma, o Fluminense terá um grupo difícil pela frente, enfrentando equipes muito fortes e também possíveis altitudes extremas. O Time de Guerreiros precisará mostrar, mais uma vez, competência e garra para avançar para a próxima fase e manter vivo o sonho do título da Libertadores.


Texto de Victor Leal 

Matéria publicada em 12/04/2021 às 21:00  

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