Estádio Ítalo Del Cima, palco tradicional do futebol no Rio (Foto: Danilo Pedrosa)


Além de uma atividade de lazer e entretenimento, o futebol no estado do Rio de Janeiro é uma atividade econômica que possui um caráter social transformador. Não há dúvidas de que através do futebol geram-se empregos, educam-se crianças, dá-se o exemplo de prática do Fair Play, tão necessário em nossa sociedade nos dias de hoje, e, acima de tudo, proporcionam-se momentos de alegria a uma multidão de torcedores apaixonados por esse esporte que é um dos pilares da cultura brasileira. 

Por óbvio, em tempos de pandemia, as consequências da crise econômica que assola o Brasil geram efeitos devastadores no futebol do estado do Rio de Janeiro, principalmente nos clubes que disputam as chamadas “séries menores”, que hoje são a Série C, B2, B1 e A2. 

Em tempos normais, o desafio dos presidentes, dirigentes e gestores destes clubes já é imenso para encontrar o equilíbrio entre as receitas e o controle dos custos e das despesas. Agora, imagina em tempos de pandemia e de grave crise econômica. Pois é, o trabalho a ser realizado exige muita coragem e amor à camisa para colocar o time em campo e driblar todos os obstáculos que se encontram pelo caminho. 

Todavia, além disso, os tempos atuais, exigem dos presidentes, dirigentes e gestores um redobrado trabalho de planejamento e elaboração do orçamento da temporada, devendo sempre se evitar excessos de otimismo em relação às receitas previstas e se buscar diminuição de custos e redução de despesas não essenciais. 

A fórmula parece simples, todavia -se deve considerar que as despesas de competição sofreram considerável aumento com as medidas de controle e prevenção do contágio da COVID-19, tão importantes para se garantir a vida e a saúde de todos. Isso tudo sem perder a competitividade do time profissional e os fundamentais e necessários investimentos que devem ser feitos na base do clube. 

O trabalho nesse ano de 2021 será um imenso desafio para todos os clubes e exigirá muita união, cooperação e troca de informações entre os presidentes, dirigentes e gestores em busca de soluções para o grave momento que passamos. 

Há um ditado que diz que não há mal que sempre dure nem doença sem cura. Com certeza, o futebol do estado do Rio de Janeiro irá sobreviver a essa terrível crise e o que se espera é que saia mais fortalecido, pois é na dificuldade que se forjam grandes guerreiros!


Texto de João Barreto, Gestor Executivo de Futebol que trabalhou no 7 de Abril na Série B2 de 2020, clube no qual conquistou o acesso à B1. 

Matéria publicada em 09/05/2021 às 11:35

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